A Seleção, por Kiera Cass

15 abril 2014
A SeleçãoA Seleção #1, por Kiera Cass
Seguinte, 361 páginas (Parceria)
Nem todas as garotas querem ser princesas America Singer, por exemplo, tem uma vida perfeitamente razoável, e se pudesse mudar alguma coisa nela desejaria apenas ter um pouquinho mais de dinheiro e poder revelar seu namoro secreto. Um dia, America topa se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que o príncipe escolherá sua futura esposa. Mas é claro que seu nome aparece na lista das Selecionadas, e depois disso sua vida nunca mais será a mesma...

Não saberia dizer hoje o que me fez ler esse livro, só fico me perguntando por que ele demorou tanto para vir parar na minha estante. A Seleção me ganhou!
A realidade que encontramos nessas páginas é bem diferente da atual, após a quarta guerra mundial as famílias foram separadas por classificações numéricas, sendo o Um a classe da realeza e o Oito a classe daqueles que nada tinha nem educação, nem dignidade.  America é uma Cinco ela mora no antigo EUA que agora se chama Iléia, sua família faz de seu talento sua sobrevivência ela toca e canta, até mesmo seu irmão Gerad que tem apenas setes anos já precisa decidir o que quer fazer para ganhar dinheiro e poder se sustentar. Mas ela tem um segredo, se encontra com Aspen há dois anos e pensa em criar uma família com ele, mesmo sabendo que por ele ser um Seis suas condições não seriam as mesmas. Ela está se preparando para seu futuro com Aspen, quando sua mãe e toda a sua família ficam animados com o início da seleção, depois de sua mãe implorar e ainda oferecer algo em troca ela se inscreve, e para a surpresa de todos o seu nome e foto aparecem no Jornal Oficial como uma das selecionadas.
Isso não era o que America queria, apesar de muitas garotas desejarem o príncipe (e, ou, a coroa), ela já tinha o seu príncipe, Aspen. O que ela não esperava era que ele fosse terminar com ela após lhe ter preparado algumas guloseimas para lhe agradar, sua única saída era ir para o castelo.
No inicio da viagem America faz uma grande amiga, Marlee, e uma inimiga Celeste. E por ainda não estar conformada seu primeiro encontro com Maxon, o príncipe, é bastante agressiva. E apesar de todas as coisas que ela lhe diz , Maxon se sente a vontade e feliz quando conversam, e a tem como uma amiga e aliada.
Mas nem tudo corre bem no castelo... Além das discordâncias entre as selecionadas por causa da Celeste, há muitas invasões de grupos que ainda não sabem o que querem, e fazem um estrago sempre que todos estão despreparados.
Confesso que histórias de príncipes sempre me encantaram, não que A Seleção seja um grande conto de fadas, mas tem todo aquele ar de um. A principio pensei que odiaria America, mas quando a conheci de verdade notei que ela não era mais uma adolescente sem conteúdo, e sim uma pessoa forte de grande coração. Para uma pessoa que está “fora da casinha” ela encara a vida no castelo com garra, apesar dos medos, demonstrando coragem, paciência e persistência. E sua facilidade de compreensão, de se colocar no lugar do outro, fez com que conquistasse muitos amigos, além de Mary, Anne e Lucy (suas criadas, que eram suas amigas também), todos que trabalham no local pareciam gostar dela.
Maxon foi meu grande amor durante essa leitura, um grande cavalheiro, educado e flexível. E dava para notar como a situação de escolher sua futura noiva entre as selecionadas o incomodava, afinal como saber qual seria a melhor escolha, e se depois não fossem como mostravam ser?
As invasões sempre me pegavam de surpresa, não sei se essa era a intenção da autora, fiquei bastante curiosa para saber o que queria, e porque um dos grupos além de invadirem também matavam.
As distopias causaram muito alvoroço entre os leitores, por serem desmedidas e inovadoras. Li poucos livros do gênero, e apesar de todos abordarem novas realidades não acho que sejam parecidos, cada um tem uma característica e não saberia dizer que um é melhor que o outro. A Seleção me agradou por ser um livro sólido, com narrativa fluida e com personagens bem delineados. Somente uma coisa me deixou um pouco desconfortável, o trio de Aspen – America – Maxon. Triângulos amorosos tendem a me deixar entediada porque sempre tem aquela torcida para um e no desfecho tenho aquela decepção.
Vi alguma noticia há um tempo atrás sobre quem ficava com o coração de America, mas esqueci, minha torcida é do Maxon porque no decorrer do livro Aspen não se mostrou tão merecedor, a forma que ele termina com ela não foi pensando no bem dela (não ao meu ver).
Recomendo o livro para fãs de distopias e romances.

Breve opinião: O Príncipe
O conto o príncipe na foi nenhuma novidade para mim, apenas um acréscimo com a personalidade de Maxon que já havia notado no livro. Mas aqui temos uma visão maior sobre sua família e em como seu pai age sobre suas escolhas. Gostei de ver que ele tentava mostrar-se, que não queria ser aquilo que seu pai queria, e que podia tomar suas próprias decisões (mesmo a Seleção não sendo uma escolha, e sim uma obrigação com a população). E o principal: que seu coração batia por America, mesmo que o dela não batesse por ele.

“E foi assim que a Seleção me prestou seu primeiro favor: com America no palácio, eu teria a chance de tentar.”
Maxon, Contos da Seleção *pg. 75


Série A Seleção

A Seleção #1
A Elite #2
A Escolha #3
(Contos da Seleção 1.5 e 2.5 +Extras)

2 comentários:

  1. Oi :)

    A Seleção já está na minha lista de desejados, espero ler até Maio. Beijos!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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  2. Oi Raquel!

    Que bom que gostou do livro. Eu confesso que minha experiência não foi tão boa. Foi divertido, mas não conseguiu me conquistar e nenhum dos personagens me causou empatia. Mas cada um tem uma impressão e fico feliz que aproveitou tanto a leitura. Gostei muito da resenha, pois você expressou muito bem como o livro te envolveu.

    Beijos

    http://poesiasprosasealgomais.blogspot.com.br/

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